3.7.09

Exercício de criação

Eu visito alguns blogs. Um deles é o do Brian Denham que desenha HQ´s direto no Illustrator.

E um dos posts dele é sobre um exercício de criação que ele encontrou em outro blog, em que o objetivo é criar uma capa de CD para uma banda fictícia.

Funciona assim:

1)Abra o site da Wikipedia e escolha "Randon". O primeiro resultado será o nome da sua banda.

2)Abra este site: http://www.quotationspage.com/random.php3 e as últimas 4 ou 5 palavras da última citação será o nome do seu álbum.

3) Abrao site do flicker: http://www.flickr.com/explore/interesting/7days e a terceira imagem será a imagem da sua capa.

Os meus foram:
1)http://en.wikipedia.org/wiki/Gmina_Bielice
2)http://www.quotationspage.com/random.php3
3)http://www.flickr.com/photos/sandeepak/3677051612/

O resultado é esse:

18.6.09

CRM - É preciso?

Estou fazendo um curso de pós graduação em Gestão de Marketing Empresarial, na Uniban. Ainda estamos no começo mas até agora o curso se mostrou muito bom.

Feito o jabazinho básico, vamos ao que interessa. Uma das matérias é justamente CRM, ou Customer Relationship Management (Gestão do Relacionamento com o Cliente). Qual a importância desta sigla atualmente, quando temos uma enorme tendência a comprar via internet e sem interação com outras pessoas?

Total! Mesmo quando se compra pela internet é possível criar um relacionamento com o cliente. Se ele entra no site e compra, é possível filtrar os ítens mais comprados ou buscados por aquela pessoa e depois enviar ofertas relacionadas a estes produtos.

Isso é somente um pequeno exemplo do que se pode fazer. CRM é muito mais que isso.

É preciso esclarecer que CRM não é um software, mas sim um conjunto de ações, uma estratégia que visa melhorar o relacionamento com o consumidor para que este seja fidelizado e com isso o aumento do índice de vendas e faturamento.

Muitas vezes as estratégias ficam somente na fórmula "Cartão de pontuação - troca por brindes" e em alguns casos a pontuação para se conseguir algum prêmio é tão alta que o cliente acaba desistindo do programa.

Para que a estratégia de CRM tenha sucesso, é preciso, antes de mais nada, entender que este não é um projeto de curto prazo, mas algo que sempre estará em movimento, adaptando-se e modificando-se ao longo dos anos.

Depois temos que entender quem é o nosso consumidor e o que ele precisa. Só assim é possível oferecer a ele alguma diferenciação. Como citam Peppers & Rogers, precisamos aplicar o IDIP. Identificar, Diferenciar, Interagir e Personalizar.

Com isso teremos um menor custo no desenvolvimento de novos produtos, teremos clientes que confiam na empresa e se sentem à vontade para compartilhar suas informações com ela e o mais importante, serão fiéis à sua empresa.

E ainda tem muito o que se dizer sobre CRM.

30.4.09

Era para ser assim...

Isso provavelmente já aconteceu com todos os designers, ao menos uma vez na vida. Você recebe um briefing e, seja ele bem feito ou não, tem uma idéia muito legal para o material.

Usa todo o seu conhecimento em design, aplica mais teorias de comunicação por centímetro quadrado do que tinha no seu TCC todo, sua memória traz automaticamente os resultados de pesquisas que você nem sabia que tinha lido (algumas vezes não lemos mesmo, acabamos imaginando tudo!)mas que para esse material fazem todo o sentido.

O café esfria na mesa tal é sua concentração na criação, mesmo que seja algo prosaico como uma faixa ou um folheto 1x0, você termina em menos de um terço do tempo normal de desenvolvimento, olha para ele na tela e diz: "Pô, esse ficou bom!".

Bom, isso me acontece com menos freqüência (não concordo com a deforma ortográfica! :D) do que gostaria, mas é sempre bom quando isso acontece porque o trabalho flui, quando estou num processo assim é comum eu pensar em duas ou três opções diferentes ao mesmo tempo.

E neste caso, das 5 que fiz, escolhi uma que considerei a melhor. O job era uma faixa para apresentar aos clientes dos Postos Viabrasil, o teste de qualidade do combustível.

Escolhi esta aqui:



Mas aí vai para aprovação, discute a cor, discute a diagramação, muda isso, aquilo e...

Ficou assim:



Já aconteceu com vocês?

18.2.09

Fantasma!!!

Eu participo da lista de discussões do Brainstorm9 (quem não conhece o site, vale a pena visitá-lo: www.brainstorm9.com.br) e recentemente rolou uma conversa sobre a validade dos anúncios fantasma.

E embora pareça muito simples para quem já é da área, isso pode ser um bicho de sete cabeças para quem está começando ou pensa em entrar nesse mercado.

Então resolvi postar este pequeno texto, baseado numa resposta que enviei no meio da discussão (no bom sentido, claro. Lá dificilmente tem quebra-pau,hehehe). Espero que seja útil para quem está no começo da estrada.

Nesse meio escutamos muita coisa, eu mesmo achava que só poderia colocar na minha pasta trabalhos qeu tivessem sido finalizados, aprovados pelo cliente e veiculados. Logo eu tinha uma pasta cheia de trabalhos até bem feitos tecnicamente falando, mas fora uma ou outra exceção, muito pobres em criatividade.

Então tive a sorte de trabalhar com um cara, que se tornou um grande amigo e que hoje é diretor de arte da Lew,Lara, que pediu para ver a minha pasta. Ele sempre andava com a dele e no final do expediente ele viu todos os meus trabalhos.

Então me mostrou a pasta dele. Era fantástica, tive que tomar o maior cuidado para não babar em cima dos layouts. Uma idéia melhor que a outra, muito bem montados, layout elegante, bem diagramado...

"Cara, onde saíram estes anúncios?", perguntei. Ele riu e disse: "Em lugar nenhum, tá louco? Acha que eu estaria trabalhando aqui (era uma agência pequena) se tivesse veiculado tudo isso?".

Então ele me explicou que fazer anúncios fantasma é uma prática muito comum, não só dos candidatos a diretores de arte como dos que já tem mais tempo de estrada. Isso acontece quando a idéia é boa, o cliente não aprova por algum motivo ou então a idéia é ótima, mas nãto tem cliente na agência dele que possa usar a idéia.

Até então eu achava que anúncios fantasma não tinham o menor valor, já que eram feitos sob condições perfeitas de criativade e pressão, sendo o restante totalmente desprezível. Para mim, o que valia era aquilo feito na correria do dia, passando intacto pelo atendimento, chegando ao cliente e retornando "o menos deformado possível".

Daí eu vi que não era bem assim. Minha pasta não chegava aos pés da pasta do meu amigo. E comecei a fazer anúncios fantasma também. Montei uma outra pasta somente com trabalhos realizados, o que foi muito bom já que com essa premissa, os diretores de arte já davam um desconto na hora de avaliar, porqu esabem que ali teve dedo de chefe com mau humor, atendimento que comeu "Criativitos" no café da manhã e principalmente, do cliente.

Na lista de discussão rolou uma história sobre algo que supostamente o Olivetto disse em uma palestra ou algo do gênero. Que devemos tomar cuidado com os fantasmas porque os diretores de arte chegam até a se recusar a ver uma pasta cheia deles. Tem que no mínimo ter sido inscrito em algum concurso.

Não sei se ele disse mesmo isso, mas o fato é que uma afirmação dessas é no mínimo infundada. Se tomarmos como verdade que isto é uma afirmação do Olivetto, ele pode até ter essa postura (e quem sabe orientar o pessoal da sua agência assim), mas via de regra todos os diretores de arte de diversas agências por onde passei com o meu pequeno "Receptáculo" em baixo do braço, me atenderam muito bem.

E todos fizeram críticas muito construtivas que até hoje me ajudam muito quando estou criando qualquer coisa.

Valem algumas dicas para se fazer um anuúncio fantasma. Já que você não tem o cliente, nem verba, nem nada para podar sua criatividade, utilize o formato de página dupla. Você terá mais espaço para diagramar os elementos do anúncio e mostrar melhor sua idéia.

Falando em idéia, não basta que ela seja genial, você ainda precisa transportá-la para o papel. Se a sua idéia for muito complexa, pode ser que não consiga executá-la muito bem e aí pode acabar destruindo tudo. Se é muito difícil é porque ainda não está no momento de você produzir algo assim (falta experiência) ou então é impossível.

Faça uso dos recursos disponíveis, câmera digital, tablet, internet, scanner, etc. Hoje é muito mais fácil fazer uma boa produção. Eu não passei pela época do past-up, mas era bem mais complicado. Basta dizer que para eu produzir uma foto para um fantasma, eu tinha que bater várias fotos, mandar revelar e ampliar (torcer para que ao menos uma fosse aproveitável)e então escanear em algum lugar, já que o scanner era caro pra burro.


Escolha sempre produtos que sejam fáceis de conseguir e com os quais você esteja familiarizado (pelo menos no início, vai facilitar bastante). Por exemplo, você teve uma idéia genial para o lançamento do novo Audi. Maravilha. E onde você vai conseguir a imagem do carro, na posição que você precisa, com a qualidade mínima necessária? Já um tubo de pasta de dente, creme para o rosto ou sorvete é bem fácil.

Monte uma pasta com uns 10 anúncios e ligue para as agências dizendo que você é aspirante a diretor de arte (seja gentil com as atendentes, normalmente elas são as recepcionistas e além disso costumam ser muito bonitas)e que quer mostrar sua pasta. Pergunte se algúem poderia atendê-lo. Elas estão acostumadas a isso e os diretores de arte também.

Eu mesmo avaliaria uma pasta com o maior prazer. É uma retribuição ao apoio que recebi dos outros diretores de arte.

E boa sorte!

26.1.09

Crise no País do Molusco

Essa crise tem assustado o mundo todo, que tem se preparado ou ao menos planejado o que fazer para evitá-la ou mesmo sobreviver a ela.

Muitos estão falando da crise no Brasil e o que estamos fazendo para superá-la. Mas eu tenho a impressão de que o Brasil ainda não teve impactos diretos dessa crise.

"Como não? E os bancos negando crédito e passando dificuldades? E as empresas demitindo a granel?". Sim eu sei de tudo isso. Mas ainda assim o que vejo é que o Brasil tem sofrido apenas reflexos dessa crise.

Digo reflexos porque, em sua maioria, as empresas que estão passando por dificuldades são aquelas que tem matrizes fora daqui. São aquelas que estão presentes em vários outros países, os quais infelizmente já estão sendo duramente afetados pela crise.

Não são poucos os que dizem que se as filiais brasileiras fossem as matrizes e não houvesse nenhuma outra filial espalhada por aí, estas estariam muito bem. É o caso da Avon, que uma amiga recentemente comentou. A filial brasileira está muito bem, mas o restante da empresa vai mal, logo a filial daqui também sofre as mesmas medidas adotadas mundialmente.

Bom, se é assim, então o problema realmente está lá fora. Ainda. Estamos sofrendo apenas um reflexo dessa crise.

Eu, que não sou economista, nem analista político, sou apenas um assalariado comum, acho que se não derem um jeito nos próximos 3 ou 4 meses, aí sim, vamos começar a ser impactados por essa crise diretamente.

Eu não tenho a menor base para calcular esse tempo, é chutômetro mesmo, mas se continuarmos assim, os países que negociam conosco, começarão a procurar por produtos mais baratos, com melhor prazo de pagamento, mesmo que isso signifique perder em qualidade (não que tenhamos os melhores produtos a preços exorbitantes, mas sempre há opções).

Como não tenho encontrado ninguém que partilhe dessa visão, posso apenas estar sendo muito pessimista, ou "viajando muito na maionese".

Quem sabe?

21.1.09

Quem sofre com mau hálito?

Eu fiz esta peça num intervalo, enquanto aguardava a aprovação de um material que desenvolvemos.

Tive a idéia e achei algums imagens que consegui montar para construir esse cenário.

Eu achava que a idéia era muito boa e nem tinha colocado texto algum, somente a imagem das escovas e o packshot do listerine no cantinho. Depois que terminei, já não achei tão boa assim e resolvi acrescentar um pequeno texto.

Aí comecei a achar que ficou bem esquisita. Me digam, o que acham?

2D Participações

Este é um logotipo que criei para um novo grupo que foi formado no final de 2008. Eles queriam que fosse algo moderno e elegante, mas que fosse ao mesmo tempo discreto.

Então criei este logo que pode ser impresso em um tom de cinza (no caso de publicações), ou em pantone prata (no caso da papelaria e materiais informativos.

5.12.08



Um tempo atrás, a ANP e alguns veículos de comunicação, fizeram várias blitzes em São Paulo buscando postos que adulteravam combustível.

Para demonstrar que a Viabrasil tem o controle absoluto da qualidade dos combustíveis que vende, fizemos uma ação colocando na pista o kit (que obrigatoriamente, todos os postos devem ter e que, se você quiser, devem fazer o teste a qualquer hora) de teste de proveta.

Eu não tinha como veicular essa ação em mídia alguma, então fiz este banner para fixar nos postos e os nossos frentistas ofereciam o teste a todos os clientes.

O primeiro layout apresentado foi este logo acima, com as mudanças que a direção quis fazer, ficou assim:



Foi uma ação de muito sucesso, pois após alguns dias, os clientes habituais do posto já diziam que sabiam da nossa qualidade e ganhamos muitos outros que acabaram retornando ao posto dada a nossa comprovada qualidade.